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Relacionamento
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Brincadeira polêmica
É só prestar atenção que lá estão elas: pulseirinhas de borracha,
tipo silicone, de várias cores nos pulsos das meninas (e meninos
também!), à venda nos camelôs, nas bancas de jornal, nas lojas, nas
comunidades online e, recentemente, também nas discussões em casa e
na escola.
A moda começou na Inglaterra e foi importada para o Brasil há cerca
de um mês, mas já causa polêmica. Dessa vez, não é por uma questão
de estilo, mas de comportamento. É que, na Inglaterra, as
pulseirinhas são chamadas de “shag bands” ou “pulseiras do sexo”.
O jornal britânico The Sun publicou uma reportagem sobre o tema e o
mundo descobriu o que as redes sociais já conheciam: o snap, um jogo
que consiste em arrebentar a pulseira de uma pessoa para obter dela
o que corresponde a cada cor. É uma espécie de salada mista mais
picante. Vejam os significados:
Amarela - abraço
Rosa - mostrar o peito
Laranja - mordidinha
Roxa - beijo de língua
Vermelha - dança erótica
Verde – chupão no pescoço
Branca - a menina escolhe o que preferir
Azul - a menina faz sexo oral
Rosa claro - o menino faz sexo oral
Preta - sexo a dois
Dourada - vale tudo (todos os itens acima)

Reprodução
Fernanda Bezerra, de 14 anos, e Daniela Santana, de 16, conhecem bem
o significado das pulseirinhas que usam. “Uma das minhas já
estourou, a do beijo na boca, mas era com um menino que eu gostava”,
conta Fernanda.
Ela garante que, se não conhecesse a pessoa, não aceitaria fazer
nada. Daniela discorda: “Se está usando, tem que fazer na força”.
Pensamentos como o dela ajudam a aumentar a polêmica. Para o
psicólogo e analista de comportamento Marcos Congílio, o problema
maior é de quem não sabe o significado das pulseiras.
“Esse comportamento dá abertura à violência, mesmo se a pessoa que
usa o acessório tenha consciência do significado sexual de
determinada cor. Parece existir o ‘consentimento’ por parte da
‘vítima’”, alerta.
Modismos e brincadeiras envolvendo gestos afetivos desse tipo sempre
existiram em nossa cultura. “Faz parte da descoberta da sexualidade
e da autoafirmação entre os jovens”, diz *Marcos Congílio. A nova
moda, no entanto, vai além, acrescentando o relacionamento sexual.
Se, por um lado, a brincadeira pode ser um incentivo para vencer a
timidez, vale lembrar que o ato sexual envolve uma série de outros
fatores (virgindade, gravidez na adolescência, doenças sexualmente
transmissíveis...).
Além disso, você já parou para pensar que essas pulseirinhas podem
tornar os relacionamentos superficiais? “A pessoa acaba sendo notada
exclusivamente pela conotação sexual que a pulseira traz. Ninguém vê
as qualidades que são mais fundamentais em um relacionamento”,
alerta o psicólogo.
É por isso que também tem muita gente que aliviou o significado da
brincadeira. A “pulseirinha do sexo” se transformou em “pulseirinha
da amizade” para várias pessoas. Contra ou a favor do acessório, com
conotação sexual ou não, uma coisa é fato: a moda sempre envolve
escolhas.
Você usa ou usaria?
Marta Valim
Data: 03/02/2010
http://www.feminice.com.br/minhas-paixoes/brincadeira-polemica/2311
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